
O gráfico acima é elucidativo. Representa as exportações de petróleo líbio em 2010 segundo a Energy Information Administration dos Estados Unidos.
Em 2010, 23,3 % do petróleo importado pela Itália veio da Líbia que é o seu principal fornecedor desta matéria prima.
Já para a França, o petróleo líbio representa cerca de 15% das importações de crude, sendo a Líbia o segundo fornecedor da França a seguir à Rússia.
Já a Inglaterra vai buscar à Líbia 8,5% do petróleo que importa.
Muitas outras questões se poderiam pôr. Seriam particularmente interessante analisar os números do investimento estrangeiro na Líbia assim como os investimentos líbios no estrangeiro e suspeito que descobriríamos mais algumas dicas para explicar os desentendimentos entre as potências ocidentais para além de uma intensa e próxima relação entre o coronel Kadafi e os "cruzados imperialistas". Esta é uma das questões políticas mais problemáticas e ao mesmo tempo das mais patéticas desta intervenção: o coronel apodera-se de um verniz anti-imperialista e os nossos governantes fingem que não o conheciam de lado nenhum.
P.S. – Não esqueçamos que há um ponto em que todos os governos ocidentais estão de acordo, que é a absoluta e urgente necessidade de derrotar a revolução árabe. Esta intervenção é um grande contributo para esse objectivo. Fica para outro post.
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