7 de abril de 2011

Banca - Lucro, ambição e poder




Os bancos anunciaram que vão deixar de emprestar dinheiro ao Estado, os banqueiros falaram e imediatamente Portugal pediu ajuda através de um resgate financeiro. Se alguém tivesse dúvidas sobre o poder dos bancos privados elas ficariam imediatamente dissipadas, o poder económico sobrepõem-se ao poder político, domina-o de forma a salvaguardar os interesses da alta finança.

Os banqueiros mandam em Portugal, actuam em conformidade com a lei do mais forte, os roubos ao Estado e ao povo português são constantes, custa admitir, mas a verdade é que estamos nas mãos destes assassinos da economia com o compadrio dos nossos representantes políticos, juntos manipulam tudo e todos, através da chantagem do colapso do sistema financeiro português.

Estes mesmos bancos que tiveram lucros fabulosos à custa da divida publica portuguesa, vêm agora dizer que não emprestam mais dinheiro ao Estado, aos seus parceiros de sempre, os tais que sempre agiram de forma a salvaguardar os seus interesses. Quase não pagam impostos e quando o fazem entopem os tribunais com acções para que isso não aconteça. Pedem dinheiro emprestado ao BCE a 1% e concedem empréstimos ao Estado cobrando 5 ou 6% de juros, aumentando assim e desta forma os lucros registados. Desviam milhões para offshores, mas se passarem por dificuldades, têm garantido pelo estado uma verba de muitos mil milhões de euros para financiamento, se for necessário salva-los.

Ser banqueiro é das actividades mais lucrativas e um dos grandes males do desequilíbrio social e da balança fiscal que se verifica em Portugal, é urgente taxar os bancos devidamente. Se apresentam lucros, distribuem o dinheiro pelos accionistas, se tiverem prejuízos e entrarem em falência são salvos com o dinheiro do povo, vale a pena ser banqueiro, não há risco nenhum.

Os nossos bancos têm como exemplo aquilo que se passa lá fora e tudo isto é feito com a "supervisão" e o aval do BCE através da total desregulação dos mercados, os tais mercados. Os mercados da dívida pública são os bancos, são eles que especulam, são os bancos que lucram milhões à custa da especulação em torno das dívidas públicas dos Estados, é preciso acabar com isto. A solução passaria pela compra directa de divida pública pelo BCE aos Estados em dificuldades e não como acontece neste momento em que compra é realizada por vários bancos, principalmente alemães e franceses. Todos eles pedem dinheiro emprestado ao BCE com taxas de 1% e vendem-na com taxas de juros muito superiores, especulando sobre as dificuldades dos países. Tal e qual como os bancos portugueses fazem, agravado pelo facto de estes o fazerem com a nossa própria dívida.

Ao contrário que nos querem fazer crer esta crise mundial não é económica, é financeira. Esta crise foi criada pelos bancos, no entanto e por muito estranho que possa parecer os bancos registam os maiores lucros de sempre. Causaram esta crise através de esquemas fraudulentos, os principais bancos do mundo venderam derivados fraudulentos e instrumentos de falsificação financeira. Agora dizem aos governantes dos países para criarem planos de austeridade, aumentando os impostos, cortando os gastos públicos na saúde e educação. Passem para cá mais dinheiro porque se não fizerem o que nós queremos, podemos implodir a economia e é o colapso total. Ou seja, tudo vai para os bancos privados, essa é a austeridade, cortando nos orçamentos tudo o que beneficia a população e transferindo toda a riqueza para eles. Todas as soluções que nos apresentam são para consolidar o próprio poder.

É importante investigar e agir em conformidade, obriga-los a responder por esta crise,  se alguém tem de a pagar são eles e não nós. Sobre a dívida externa, já publicamos no FogeMariaFoge um artigo que apresenta uma solução interessante. 


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